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Bolsonaro é mantido preso após audiência de custódia

Bolsonaro confirmou que mexeu na tornozeleira eletrônica e disse que “teve uma ‘certa paranoia’ de sexta para sábado em razão de medicamentos que tem tomado receitados por médicos diferentes e que interagiram de forma inadequada.”

Jair Bolsonaro teve a prisão mantida após audiência de custódia realizada no início da tarde deste domingo (23). A juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino homologou o cumprimento do mandado de prisão do ex-presidente e registrou que não houve “qualquer abuso ou irregularidade por parte dos policiais.”

Bolsonaro confirmou, em audiência, que mexeu na tornozeleira eletrônica e disse que “teve uma ‘certa paranoia’ de sexta para sábado em razão de medicamentos que tem tomado receitados por médicos diferentes e que interagiram de forma inadequada.” O ex-presidente disse não ter intenção de fugir.

Ele também se defendeu sobre a vigília convocada pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e argumentou que “o local da vigília fica a setecentos metros da sua casa, não havendo possibilidade de criar qualquer tumulto que pudesse facilitar hipotética fuga”.

Bolsonaro preso no sábado

A pedido da Polícia Federal encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro foi preso pela PF na manhã deste dia 22 de novembro.

Após a tentativa de violação da tornozeleira e uma convocação de vigília em frente ao condomínio onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar, feita por Flávio Bolsonaro, Moraes, então, determinou a prisão preventiva.

Na decisão, o ministro do STF apontou o risco de fuga e de repetição das manifestações dos inconformados com a derrota de Bolsonaro nas Eleições 2022, que tomaram a frente dos quarteis do Exército Brasileiro.

A Primeira Turma do STF julgará em sessão virtual, a partir de segunda-feira (24), a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Condenação

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Na última semana, a Primeira Turma do STF rejeitou os embargos de declaração do ex-presidente e de mais seis acusados, apresentados contra as condenações e penalidades.

Este domingo é o prazo máximo para apresentação dos últimos recursos pelas defesas, e caso sejam rejeitados, as prisões serão executadas.

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