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Vereador entra com ação pedindo afastamento da presidente da Câmara Municipal de Patos e a realização de novas eleições da mesa diretora 

A discussão política em torno das eleições para a mesa diretora da Câmara Municipal de Patos saiu do poder legislativo e foi parar no poder judiciário após ação movida pelo […]

A discussão política em torno das eleições para a mesa diretora da Câmara Municipal de Patos saiu do poder legislativo e foi parar no poder judiciário após ação movida pelo vereador Davi Maia (Rede) pedindo afastamento da presidente Tide Eduardo (Republicanos) e a realização de nova eleição.

Davi Maia alega que Tide não poderia ter concorrido à reeleição por passar a ser o seu 4º mandato consecutivo como presidente da Câmara Municipal de Patos, Casa Juvenal Lúcio de Sousa. O vereador alega, na ação, que Tide está ferindo o regimento interno da casa e a Lei Orgânica do Município, além de determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na manhã desta quinta-feira, dia 08 de janeiro, o vereador Davi Maia falou por telefone com a redação do Polêmica e deu mais informações sobre a ação. O vereador chegou a questionar o selo de transparência dado pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE/PB) à Câmara Municipal de Patos, pois, segundo ele, houve dificuldade de conseguir documentos públicos da câmara e estes só foram disponibilizados pela atual mesa diretora após ação judicial.

De acordo com Davi, a ação deu entrada no dia 19 de dezembro de 2025 no Fórum Miguel Sátiro com pedido de liminar e aguarda julgamento. O vereador chegou a questionar a postura de Tide Eduardo que, de acordo com ele, estaria assediando funcionários e tem um pequeno grupo de vereadores que determinam o andamento na Casa Juvenal Lúcio de Sousa.

A reportagem procurou a presidente Tide Eduardo sobre a ação movida pelo vereador. Ela relatou que a sua eleição está dentro da legalidade, pois em 2019 o seu mandato era de interinidade diante do imbróglio jurídico causado após a cassação do ex-prefeito Dinaldinho e a posterior renúncia do vice-prefeito Bonifácio Rocha, que acabou culminando com o assumimento de Sales Júnior como prefeito interino por ser presidente da Câmara Municipal de Patos quando Tide, que era vice, assumiu a presidência.

Tide acredita que a ação judicial, ao ser julgada, lhe dará o direito de permanecer na presidência até nova eleição. A vereadora acredita que toda a questão diz respeito a não realização da eleição da mesa diretora no período em que alguns vereadores pretendiam.

Jozivan Antero – Polêmica Patos

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